Ballad of John and Yoko

segunda-feira, 10 de maio de 2010


"Christ you know it ain't easy, you know how hard it can be"

Há uns anos atrás eu achava que a Yoko Ono era uma louca.
Hoje, especialmente hoje, penso que ela na verdade foi uma mulher mega segura, madura e gênia!
Quem conhece a história toda dela e do John vai sacar qual foi a loucura/genialidade. Virei fã.

Now I see, Yoko...hahaha.

Por que verde?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"É dessa cor porque você é pânque?"/ "Seu pai disse que não podia e aí você pintou?"/ "Aaahhh é por causa da copa, né?"

Pelo jeito ninguém se contenta com um simples "eu gosto de ter o cabelo colorido!". Tem mesmo que ter um motivo profundo ou óbvio? Tudo bem que segundo uma pessoa, citando outras, isso é reflexo de algum tipo de angústia. Qual delas eu não sei, sei só que há uns 4 anos decidi ter cabelos coloridos e assim tem sido. Um dia enjôo, de certeza (quando estiver em paz com a minha aparência e não carecer de nada além da personalidade). Mas o mais interessante é o resultado dessa "excentricidade": as pessoas se sentem mais à vontade pra falar comigo, provavelmente porque têm um comentário pronto sobre a coisa mais óbvia em mim que chame a atenção. Claro que tem lá todo o preconceito das pessoas mais conservadoras, mas não lembro de nenhum olhar reprovador, não...no máximo curioso :) fora os "MÃAEEE! Olha lá mãe, olha!" que me divertem muito (e fazem a minha mãe passar vergonha por estar comigo). :D

As melhores coisas do mundo da Mai

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Todo mundo deveria ter uma lista mental ou escrita das coisas que gosta, pra recorrer naqueles dias em que não consegue se lembrar de nada que faça sorrir. :)
Eis a minha "pequena":

Eu gosto de...

Doces. Visitar jardins. Observar passarinhos no fim da tarde. Fotografar o céu. Pintar com giz pastel ou aquarela. Colecionar fotos do deviantart ou tumblr. Ouvir Sigur Rós ou Mogwai deitada, olhando as nuvens. Receber um telefonema inesperado de gente querida. Passar muito tempo em livrarias ou bibliotecas folheando os livros. Tempo frio. Entardecer com céu cor de laranja. Cheiro de Dezembro. Dormir com som da chuva. Risadas de bebês. Sorrisos. Abraços demorados. Som de pianos antigos. Acordar com uma música boa e conhecida tocando no rádio. Acordar lembrando de um sonho bom. Cozinhar domingo de manhã. Ver desenhos antes de dormir. Falar sozinha em inglês. O som do vento. Água do mar ou do rio banhando os pés. A taciturnidade de um igapó. Neologismos. Café. Cafeteria e (boa) companhia. Sanduíche de chocolate. Voz e violão. Teatro. Barbas por fazer. Gente que ousa discordar. Customizar coisas. Guardar cartas e bilhetes. Subjetividade. Dancinhas graciosamente ridículas. Piadas infames. Pensar em qual cor lembra quem. Solitude (não solidão). Sardas e sinaizinhos de nascença. Filhotes. Rabiscos. Caretolas. Velhinhos de boina e suspensórios. Cafuné. Passeios noturnos. DVDs em casa com brigadeiro. Cinema, sempre. Viajar. Sentir "borboletas no estômago". Observar insetos. Ouvir o vento. Céu estrelado. Voar nos pensamentos...

Prefiro canetas

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"E se eu tivesse dito...", "E se eu tivesse feito...", "E se..." - não, não. Nada de "e se". Há de se viver plenamente pra que quando o que foi vivido só existir na memória e não no dia-a-dia, a gente consiga prosseguir com a calma advinda do saber de ter feito o que queria fazer sem amarras, dito o que queria e precisava dizer sem voltar atrás (e se necessário, um "me perdoe" vindo em seguida), amado com toda a vontade, sem suvinação de sentimento. Como uma amiga muito querida me contou, tem gente que gosta de escrever a lápis, talvez por não querer se comprometer, talvez por não ter certeza das próprias vontades e achar que pode apagar tudo e voltar atrás. Sou daquelas que preferem canetas. Não tem como se arrepender do que muito se quer, já que é uma vontade maior e quando atendida, traz aquela serenidade à alma, de saber que se vive sem dúvidas dos quereres e sem arrependimentos. A gente só precisa saber se ouvir e decidir.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

'I'm on the edge of not wanting to feel this way anymore
But I will still try to learn my lessons
I see myself in you
I seem to know my own death too
But here on a day this clear
It's as good a day to begin'

Scr[ew]ibbling

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu nunca uso errorex nos meus textos, apesar de ter um (cheinho) no estojo. Toda vez que erro, passo traços e continuo. Hoje, fazendo uma prova, e depois de vários rabiscos aqui e acolá, me dei conta disso. Será por preguiça, por pressa ou por gostar de ver os erros lá que nunca apago? Vai ver é tudo junto. Quando são erros fora do papel, também os cometo por preguiça, às vezes por pressa demais e como têm acontecido, por querer deixá-los aqui, gravados na memória - pra eu lembrar de não fazer de novo. Um amigo um dia disse que quando conversava comigo se sentia num diálogo com uma idosa, ou pelo menos uma pessoa bem mais velha. Deve ser isso que meus rabiscos vivos me causaram, rugas e rugas (ainda) invisíveis e um peso (também ainda) invisível mas muito sentido nas costas. Mas eu gosto de ser idosa! E de passar traços nos erros e continuar, sem apagar nada do que fiz.

domingo, 11 de outubro de 2009



Mas me digam, é crime querer dias agradáveis com os amigos e estar sóbrio? Querer que "vamos fazer alguma coisa?" não signifique noitadas de bebedeiras e baseados? Desejar a simplicidade de outrora e as companhias já serem o maior motivo de risos? Desejar também os abraços bons que pareciam salvar meus dias, só por existirem? Ando num mar de desejos desesperador, porque a ausência é uma coisa que consome, devora por dentro por não ter com o quê ser preenchida (e assim sendo, anulada). Passo os dias gritando muda, chorando sorrisos e me perdendo no fundo do meu quarto. Querer, querer...nada de poder.

 
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